Ministério da Saúde inclui medicamento para tratar Aids no SUS

Remédio representa uma alternativa para o tratamento de infecções pelo HIV

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 28/08/2017

O Ministério da Saúde incluiu um novo medicamento no rol de remédios essenciais do SUS: o dolutegravir, usado para tratamento da Aids.

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O remédio representa uma alternativa para o tratamento de infecções pelo HIV para novos pacientes e também para pessoas que possuem resistência a outras drogas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o dolutegravir possui baixo nível de reações adversas, menos resistência e uma potência mais alta.

O medicamento já era comumente utilizado em países como Estados Unidos, França e Espanha, já havia sido reinvidicado por pacientes soropositivos no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalha com diretrizes para implementação do dolutegravir como medicamento inicial em países da África.

Em contrapartida, os medicamentos fosamprenavir e didanosina foram substituídos por outros medicamentos com com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica. Também foi excluída a apresentação termolábil do medicamento ritonavir. Isso porque ele foi substituído por uma versão que não precisa ser guardada na geladeira.

Atualmente, cerca de 483 mil pessoas fazem o uso de medicações antirretrovirais no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde e, 17 mil pessoas possuem resistência aos tratamentos fornecidos. O Ministério ainda estima que 800 mil pessoas no Brasil sejam portadoras do HIV.

Outros medicamentos

Nesta edição, ocorreu também a inclusão da rivastigmina como adesivo transdérmico para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer, uma opção terapêutica que poderá aumentar a adesão ao tratamento.

Ressalta-se, ainda, a incorporação do cloridrato de cinacalcete e paricalcitol para pacientes com hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica, oferecendo assim opções terapêuticas ao grupo de pacientes mais graves. Além da ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes a ciprofloxacina.

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