Dormir com a luz acesa pode aumentar em 14% o risco de câncer de mama

Estudo sugeriu que a luz artificial reduz os níveis de melatonina, hormônio associado à prevenção da doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 24/08/2017

Você é uma daquelas pessoas que não consegue dormir sem deixar alguma luz próxima ligada? Saiba que esse hábito simples além de aumentar sua conta de energia elétrica, pode também estar prejudicando sua saúde.

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De acordo com um nova pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, dormir com a luz acesa ou sob a incidência da luz externa pode aumentar em até 14% o risco de câncer de mama.

O estudo, publicado na revista Environmental Health Perspectives, sugeriu que a luz artificial reduz os níveis de melatonina, hormônio que regula o sono e que pode estar relacionado à prevenção da doença. Acredita-se que ela também tenha funções de regeneração celular e também ajude a combater inflamações no organismo.

Para análise, os pesquisadores analisaram o estado de saúde de cerca de 110.000 mulheres entre os anos de 1989 e 2013. Durante esse período, eles vincularam os resultados às imagens de satélite dos endereços de cada uma das participantes. Essa prática tinha como objetivo avaliar a incidência da iluminação externa e verificarem se essas pessoas trabalhavam à noite ou não.

Os resultados identificaram que as participantes que estavam expostas a maiores níveis de luz artificial à noite tinham maior probabilidade de desenvolver câncer de mama do que as que recebiam exposições menores. Além disso, as taxas aumentaram proporcionalmente ao grau de contato à iluminação.

Segundo a investigação, as mulheres que trabalhavam no período noturno também tinham um risco maior em ter câncer de mama. Contudo, os cientistas revelaram que essas consequências só afetaram mulheres na fase pré-menopausa e/ou ex-fumantes.

"Na nossa moderna sociedade industrializada, a iluminação artificial é quase onipresente. Nossos resultados sugerem que essa exposição generalizada durante horas noturnas poderia representar um novo fator de risco para o câncer de mama", disse Peter James, principal autor do estudo.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a exposição à luz ao longo da noite diminui os níveis da melatonina hormonal, que pode interromper o "relógio" interno que regula a sonolência. Desta forma, alterariam o nível e o funcionamento de estrogênio e progesterona, os hormônios sexuais femininos. Em excesso, essas substâncias ligadas a tumores femininos.

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