Açúcar em excesso pode favorecer depressão e ansiedade, diz estudo

Pesquisa mostra que açúcar, além de ser um antinutriente, pode também prejudicar nossa saúde mental

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 28/07/2017

Você já deve ter ouvido falar que o açúcar é uma caloria vazia e um antinutriente, capaz de gerar diversas doenças. Porém, além dos malefícios para a saúde física, ele também pode ser responsável por afetar sua saúde mental, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da University College London, na Inglaterra.

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Os cientistas fizeram análises com mais de 8 mil participantes, todos funcionários públicos. Eles foram monitorados de 1985 a 1988 e, após essa fase, eles respondiam a um questionário específico de tempos em tempos. Com isso, os pesquisadores queriam descobrir se existia uma associação concreta entre o consumo de açúcar e o desenvolvimento de certos transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

Após as análises, eles perceberam que os homens que apresentavam alto consumo de alimentos e bebidas açucaradas tinham mais chances de apresentar algum dos distúrbios após cinco anos. Também encontraram uma chance maior de prejuízos para a saúde mental tanto em homens, quanto nas mulheres. O estudo foi publicado no periódico científico Scientific Reports, afirmando que a baixa ingestão de açúcar poderia favorecer uma saúde psicológica melhor.

Por outro lado, a Associação Britânica de Dietética contestou o estudo, afirmando que não é possível comprovar a afirmação sugerida. Eles apontam falhas no estudo, como os pacientes relatarem seu próprio consumo de açúcar e terem desconsiderado o consumo de bebidas alcoólicas como fonte de açúcar.

Para eles, não ficou clara a separação entre o açúcar natural dos alimentos e o açúcar adicionado. "A análise da dieta torna impossível justificar as afirmações audaciosas feitas pelos pesquisadores sobre o açúcar e a depressão nos homens. Reduzir a ingestão de açúcares livres é bom para seus dentes, e pode ser bom para o seu peso, também. Mas como proteção contra a depressão? Não está provado", disse a nutricionista Catherine Collins, porta-voz a associação.

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