Tatuagem ajuda a indicar mudanças nos níveis de glicose

Quando o nível de açúcar no sangue aumenta, a tinta muda sua cor de azul para marrom

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 09/06/2017

Criticada por muitos e amada por outros, as tatuagens podem ter mais vantagens do que apenas ilustrar a pele. Pesquisadores americanos desenvolveram uma tinta capaz de detectar alterações nos níveis de glicose, podendo ajudar os diabéticos a controlar a condição.

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A tinta muda de cor para alertar o paciente quando o nível de açúcar no sangue é muito baixo ou alto. Quando a glicose está acima do limite, existe uma modificação imediata no tom da tatuagem, de azul ela passa a ser marrom, e somente volta a cor normal quando os níveis estiverem regulados.

De acordo com os cientistas, a tatuagem atua como biossensores que conseguem reagir a três informações de bioquímicos: o sensor de pH (mudando entre roxo e rosa); o de glicose; o de sódio e um segundo sensor de pH que gera uma cor florescente numa intensidade maior sob luz ultravioleta.

A ideia nomeada de DermalAbyss é resultado da colaboração entre pesquisadores Katia Vega, Xin Liu, Viirj Kan e Nick Barry, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e de Ali Yestisen e Nan Jiang, da Escola Médica de Harvard.

O objetivo do projeto é que ele possa ser usado para o monitoramento contínuo ou para diagnóstico de doenças. Para diabéticos, a tatuagem pode substituir o processo doloroso de colher sangue para verificar os níveis de glicose.

No entanto, o produto está em fase de testes em pele de porco vivo e, em breve deve ser verificado em humanos. Ainda não há previsão de quando o DermalAbyss vai chegar ao mercado.

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