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Tratamento de câncer de próstata traz poucos riscos à saúde

Risco de infarto por causa da terapia é menor do que especialistas apontavam

Por Minha Vida


Os tratamentos contra o câncer de próstata que regulam o hormônio masculino testosterona são atualmente associados a um risco maior de infarto. Mas uma nova análise de pesquisadores do Boston's Dana-Farber/Brigham and Women's Cancer Center (EUA) indica que esse risco pode ser mínimo para grande parte dos homens.  

No último ano, grupos de saúde, como a American Heart Association, a American Cancer Society, e a American Urological Association, emitiram uma declaração a fim de alertar médicos e pacientes sobre os riscos desse tratamento. Mas essa nova revisão, publicada pelo Journal of the American Medical Association, mostrou que não há números significativos de morte por infarto, ou por outro problema cardíaco, entre pacientes que recebem o tratamento contra câncer de próstata ? chamado de terapia de bloqueio de andrógenos. 

Os pesquisadores mostraram que, na verdade, este tratamento está associado a um menor risco de morte por câncer de próstata. A pesquisa não avaliou especificamente homens com doença cardíaca, mas os resultados são suficientes para tranquilizar pacientes com câncer de próstata. A redução dos níveis de testosterona no organismo é feita porque esse hormônio causa aumento do tumor. 

O objetivo dessa revisão era analisar a segurança do tratamento. Para isso, foi feita uma análise de oito estudos, que, ao todo, compararam 2.200 pacientes que receberam a terapia de bloqueio hormonal com cerca de 2.000 pacientes que não receberam esse tratamento. 

Os participantes foram acompanhados por até 15 anos. Durante esse tempo, 11% dos pacientes que foram tratados com bloqueadores hormonais morreram por causas relacionadas à doença cardiovascular. Para os que não receberam esse tratamento, o número foi de 11,2%. 

Os homens que receberam a terapia tiveram risco 31% menor de morrer por câncer de próstata durante o estudo em comparação aos homens que não receberam. Eles também tinham menores chances de morrer por outras causas durante o estudo. A taxa de óbito foi de 38% para o grupo tratado com inibidores hormonais, e 44% para o grupo que não recebeu esse tratamento.  

Conheça os métodos de tratamento do câncer de próstata

Segundo o médico urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), André Cavalcanti, os tipos de tratamento variam de acordo com o grau do câncer e com a idade do paciente. Conheça quais são e para quais casos do câncer são indicados. 

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É indicado em casos em que o câncer ainda não se espalhou por outros órgãos, e em que a expectativa de vida do homem é de mais de 10 anos. A cirurgia consiste na retirada total da próstata e dos tecidos linfáticos que a envolvem, podendo acarretar em disfunção erétil e incontinência urinária. 

Radioterapia

A radioterapia entra como método alternativo para pacientes com alto risco cirúrgico ou que preferem driblar a cirurgia. Porém o tratamento tem eficácia menor, se comparado com a retirada total da próstata. Mais um contratempo desta medida terapêutica é que o homem pode sofrer com efeitos colaterais, como irritação do colo e do reto e de tecidos próximos à próstata. 

Terapia de bloqueio hormonal

Quando a doença já está mais avançada, o especialista normalmente lança mão de hormônios que bloqueiam as elevações dos níveis de testosterona. O câncer de próstata se alimenta de testosterona. Com o bloqueio hormonal, a tendência é que o tumor diminua ou pare de crescer. 



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