Correção de assimetria mamária: cirurgia iguala tamanho, formato ou posição das mamas

A técnica da mamoplastia varia de acordo com cada caso e ela pode ser associada ou não a colocação de prótese

O que é a cirurgia para correção de assimetria mamária

Cirurgia para correção de assimetria mamária é a mamoplastia que corrige a diferença em tamanhos, formatos ou posição das mamas e/ou aréolas. A cirurgia objetiva deixar as mamas com a menor diferença possível entre as medidas. Entretanto, em alguns casos, a cirurgia não consegue igualar totalmente as mamas por causa das diferenças osteomusculares (parte óssea e muscular do tórax). Além disso, certas patologias também causam a assimetria mamária, como é o caso do câncer de mama. Este aspecto é muito importante, por isso quando a pessoa observar uma assimetria deve buscar primeiramente a orientação de um mastologista para avaliar o caso.

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O problema de mama(s) aumentada(s) ou com assimetria ainda pode ocorrer em homens, que é a chamada de ginecomastia, quando há o crescimento da glândula mamária de uma ou das duas mamas.

Outros nomes

A correção da assimetria mamária se enquadra na técnica da mastoplastia ou mamoplastia.


Quem é o profissional apto a fazer a cirurgia para correção de assimetria mamária?

O médico especialista em cirurgia plástica. O mastologista também é apto para casos de assimetrias mamárias adquiridas.

Indicações da cirurgia para correção da assimetria mamária

Primeiramente é preciso ressaltar que a assimetria mamária é até bem comum e na maioria das vezes passa despercebida. Na puberdade ela costuma ficar mais em evidência porque as mamas não crescem e não se desenvolvem precisamente ao mesmo tempo. Somente após esse período, com o desenvolvimento já completo, é que a pessoa poderá observar se há uma assimetria acentuada e perceptível.

A indicação cirúrgica é para as mamas que apresentam tamanhos, formas ou posições bem distintas e que realmente é perceptível. Pessoas que possuem essas características ou até mulheres em que o problema surgiu ou se acentuou depois da amamentação, sobretudo se o bebê sugar só uma das mamas, são os indicados à cirurgia para melhorar esse aspecto estético.

Pré-requisitos para cirurgia para correção de assimetria mamária

É importante a paciente que se submeterá à cirurgia de correção de assimetria mamária estar em boas condições de saúde.

No caso de pessoas com patologias sérias, como o câncer de mama, que pode provocar a assimetria mamária adquirida, é preciso ser avaliado primeiramente por um médico especialista.

Contraindicações para cirugia para correção de assimetria mamária

A cirurgia de correção de assimetria mamária não é indicada para quem não está em boas condições clínicas, excetuando-se os casos causados por câncer de mama que precisam da avaliação e indicação de um especialista da área.

Como é feita exatamente a cirurgia para correção de assimetria mamária

O procedimento irá depender da necessidade e do caso de cada paciente. Pode-se colocar implante na mama menor, reduzir a mama maior, reposicioná-los, etc. Logo, tudo estará subordinado ao tipo de assimetria que exista e cada qual terá a aplicação de uma determinada técnica.

O procedimento é feito com anestesia local com sedação ou geral, de acordo com a técnica cirúrgica empregada.

Tempo médio da cirurgia

A cirurgia de correção de assimetria mamária pode durar de 1h30 a 3h.

Pré-operatório da cirurgia para correção de assimetria mamária

São necessários exames laboratoriais, mamografia ou ultrassonagrafia das mamas, eletrocardiograma e pareceres médicos, dependendo do caso.

É importante também interromper previamente o uso de medicamento que contenha ácido acetilsalicílico, arnica, ginko biloba e anticoagulante, duas semanas antes e duas semanas após a intervenção. Além do mais, cigarro e bebida alcoólica devem ser totalmente evitados, pois comprometem o procedimento anestésico, a cicatrização e a recuperação. Em especial o cigarro que deve ser suspenso pelo menos um mês antes da operação.

Pós-operatório da cirurgia para correção de assimetria mamária

Também dependerá da técnica empregada, porém a média é de 15 dias para retomar as atividades rotineiras.

Geralmente a região fica inchada e arroxeada por aproximadamente duas semanas. É normal ainda a pessoa sentir certo desconforto e sensibilidade no local, por isso é aconselhado não fazer movimentos bruscos com os braços, não fazer esforço físico, dormir de barriga para cima com os braços esticados ao longo do corpo e não usar roupas justas.

Em certos casos é necessária a colocação de drenos de aspiração, que são removidos entre 24 às 48h após a cirurgia.

Deve-se evitar por 30 dias a exposição solar da área e não praticar por cerca de 60 dias exercícios físicos.

Possíveis riscos e complicações da cirurgia

O risco inerente a qualquer cirurgia, tais como, hemorragia, hematoma, infecção, necrose de aréola, perda de sensibilidade, rejeição de pontos e deiscência (abertura dos pontos).

Antes e depois da cirurgia para correção da assimetria mamária

Os resultados podem ser observados a partir de um mês. A correção ou redução da assimetria mamária é durável, podendo sofrer alteração somente por causa de mudanças bruscas de peso, modificações hormonais e devido à ação do envelhecimento, que normalmente causa flacidez e ptose nas mamas.

As cicatrizes irão variar de acordo com o tipo de técnica aplicada. Em geral, a cicatriz está sujeita se a técnica cirúrgica utilizar a inclusão de próteses mamárias ou não. Com a colocação de próteses, as incisões podem ser: periareolar, transareolar, sulco inferior da mama ou axilar. A escolha da incisão depende de alguns fatores.

A transaréolo-mamilar é a incisão que resulta em uma linha que passa no meio das aréolas horizontalmente. A periareolar é a incisão no círculo ao redor da aréola. A infra-areolar é a incisão curva que margeia a metade inferior das aréolas. O sulco inferior da mama é a incisão usada quando a aréola é muito pequena localizada horizontalmente no sulco mamário. Já a vertical é a incisão em uma linha vertical abaixo da aréola até o sulco inferior da mama perpendicularmente, que costuma ser usada para levantamento mamário associado às mamas flácidas.

Quando não há inclusão de prótese, para quando há excesso de pele e glândula, a cicatriz é em "T" invertido, ou seja, uma vertical abaixo da aréola até o sulco inferior, onde encontrará outra incisão horizontal posicionada sobre o sulco natural e uma cicatriz em volta da aréola. Ou ainda uma cicatriz vertical abaixo da aréola, até o sulco inferior da mama e outra em volta da aréola, podendo em alguns casos decompor em um pequeno "T" invertido.

Fontes
Cirurgião plástico André Eyler (CRM-RJ: 667.862), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sociedade Americana de Cirurgia Plástica