Iontoforese: conheça os prós e contras do tratamento que elimina celulite

O procedimento usa corrente elétrica para facilitar a entrada de substâncias no organismo através da pele

O que é iontoforese

A iontoforese é uma técnica não invasiva em que agentes ionizados são administrados na pele com o uso de uma corrente elétrica (em geral, a galvânica) para aumentar a absorção desses componentes. Ela é eficaz pois em geral compostos ionizados não conseguem ultrapassar a barreira da pele, mas a corrente elétrica consegue aumentar essa penetração de uma forma controlada, seja por aumentar a permeabilidade da pele, seja por permitir um processo de osmose.

PUBLICIDADE

Outros nomes

Galvanoterapia, galvanização

Indicações da iontoforese

A corrente pode ser utilizada para facilitar, por exemplo, a penetração de enzimas como centella asiática e hialuronidase nos tratamentos corporais, atuando no tecido adiposo, reduzindo a gordura localizada e a celulite. Ela ainda ajuda na hidratação da pele e melhor aspecto de cicatrizes.


Ela também é usada para ajudar na aplicação de anestésicos locais e agentes antiinflamatórios e também no tratamento da hiperidrose, o suor excessivo em uma parte do corpo.

De acordo com a prescrição da substância medicamentosa, a escolha pela iontoforese como coadjuvante tem objetivos que variam segundo a condição clínica alvo. Logo, não são feitas referências à técnica por si só, mas sim a um íon ou substância medicamentosa compatível com os objetivos terapêuticos em questão.

Como é feita a iontoforese

Para que a iontoforese funcione, é preciso que a corrente galvânica (que tem um fluxo constante de elétrons) passe pela pele. Para isso, são usados dois eletrodos, um positivo (o vermelho) em que se inicia a corrente, e o negativo (preto), onde o fluxo acaba. Ambos são ligados a pele, fazendo com que a corrente passe pela região da pele escolhida. A substância que será aplicada na pele é colocada de forma líquida, em um produto feito por especialistas na concentração adequada, para que não causem queimaduras - o que ocorre quando eles estão concentrados em excesso.

Quando a corrente atravessa a pele e a substância em forma de íon é utilizada, ele é inserido na pele por dois mecanismos:

1. Eletrorrepulsão: o processo forma um campo elétrico, que faz com que as moléculas da substância que será absorvida pela pele sejam repelidas, criando uma força a mais para que elas ultrapassem a barreira da epiderme.

2. Eletrosmose: como há uma concentração maior dos íons fora das células do que dentro, o corpo tende a absorver melhor esses íons, para que haja um equilíbrio em sua quantidade.

No final da sessão, os ativos utilizados são mais bem absorvidos, e podem atuar na pele para sua finalidade específica.

Sessões

A periodicidade, duração das sessões e manutenção dependem da finalidade do tratamento, das características do paciente e das substâncias utilizadas. Pode-se realizar o tratamento várias vezes na semana, mas para peles mais sensíveis, aconselha-se sessões semanais. Cada sessão dura aproximadamente dez minutos por área, podendo variar em cada caso. De forma geral, o número de sessões realizadas não deve ser menor do que dez, para que se alcance os resultados almejados.

Profissionais que podem fazer

O tratamento deve ser feito preferencialmente com indicação e supervisão de um dermatologista quando a finalidade for estética.

Cuidados antes da iontoforese

É importante consultar-se com um dermatologista antes de iniciar esse tipo de tratamento. É importante também fazer o procedimento com um profissional capacidade, pois ele deverá tomar cuidado ao aplicar o produto, para que eles sejam melhor absorvidos.

Cuidados após a iontoforese

Os cuidados após o tratamento dependem da finalidade com que ele foi feito.

Contraindicações

O procedimento é contraindicado para quem tem próteses metálicas, marca-passo e aparelhos auditivos, pessoas com cardiopatias, infecção ativa, feridas e úlceras, epilepsia, alergia ao princípio ativo administrado, alteração de sensibilidade na área de aplicação e problemas circulatórios.

Grávida pode fazer?

Gestantes não devem submeter-se a esse tipo de tratamento, pois pode ser perigoso para a saúde do bebê.

Possíveis complicações da iontoforese

Caso a técnica não seja feita de forma adequada pode haver queimaduras na pele, bem como reações indesejáveis as substâncias aplicadas. Por isso mesmo, é muito importante escolher um local de confiança e que o procedimento seja supervisionado por um dermatologista.

Antes e depois da iontoforese

Após a iontoforese, é possível notar melhora na gordura localizada e celulite, mas isso é mais comum em pacientes que tinham apenas gordura localizada e já estavam próximos do peso ideal.

Alie a ionotoforese com...

Alimentação saudável e atividade física Pessoas com o peso ideal conseguem atingir melhores resultados estéticos com a iontoforese, visto que ela é um tratamento focado na eliminação de gordura localizada.

Drenagem linfática As manobras desta técnica ajudam na eliminação de líquidos que extravasam dos vasos e ficam acumulados nos tecidos. A manipulação da gordura, das traves fibrosas e do líquido retido, formadores da celulite, favorece sua eliminação através do sistema linfático e sua metabolização, aumenta a chegada de sangue no local e aumenta as trocas metabólicas, ajudando a resolver o problema.

Ultrassom estético Este procedimento se mostrado eficaz como recurso auxiliar na redução de medidas e no combate a gordura localizada e celulite. No entanto, não existem evidências científicas suficientes para comprovar a real eficácia desse método na melhora da celulite, a indicação, em tese, seria para celulite de graus mais avançados e associada à gordura localizada.

Radiofrequência Este tratamento é responsável pela aceleração do metabolismo nas células e realiza uma drenagem linfática, que estimula a eliminação das impurezas produzidas pelo metabolismo. Está indicada para todos os graus de celulite e principalmente para os casos em que há flacidez associada.

Fontes
Dermatologista Carolina Marçon (CRM-SP: 113.379), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)