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Lipoaspiração a laser derrete gordura localizada e trata celulite

Especialistas tiram dúvidas sobre o novo método que tem recuperação mais rápida

Por Laura Tavares


É raro encontrar alguém satisfeito com o próprio corpo, principalmente entre as mulheres, e na busca pelas curvas perfeitas, cada vez menos pessoas têm hesitado em apostar na lipoaspiração. Isso é o que mostram dados de uma pesquisa da International  Society of Aesthetic Plastic Surgery em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgada essa semana. Enquanto a colocação de silicone foi a intervenção mais solicitada em 2007, a lipoaspiração voltou a ser a cirurgia plástica mais realizada no Brasil em 2011. E se depender dos avanços tecnológicos na área, a tendência é que os números cresçam ainda mais. A última novidade é o uso de laser na cirurgia de lipoaspiração que ficou, então, conhecida como Lipo Laser ou Laser Lipólise. Para entender como funciona o procedimento e descobrir qual a evolução em relação ao método tradicional, conversamos com uma equipe de experts na área. Tire suas dúvidas sobre a técnica:

1. Como é a cirurgia de Lipo laser? 
"A cirurgia de Lipo laser consiste na liquefação (espécie de derretimento) da gordura pela ação do laser seguida de aspiração, quando há uma quantidade considerável de resíduos", explica o cirurgião geral Davi Rodrigues, de Brasília. Na cirurgia tradicional, a gordura que será eliminada é submetida a lesões feitas com movimentos repetitivos por meio de um tubo chamado cânula e, em seguida, aspirada.

2. Precisa de anestesia geral?
De acordo om o cirurgião Davi, a grande vantagem da Lipo laser é a possibilidade de se usar qualquer um dos tipos de anestesia: geral, local ou peridural. A escolha depende da área a ser tratada e da preferência do especialista. Nos casos em que serão corrigidas muitas áreas do corpo (barriga, culotes e coxas, por exemplo), muitos especialistas optam por fazer a Lipo laser em etapas. Isso ajuda a evitar o uso de anestesia geral ou até mesmo que a pessoa passe muitas horas sob efeito da anestesia.

3. Onde a cirurgia de Lipo laser pode ser aplicada?
De acordo com a dermatologista Daniela Landim, especialista em medicina estética, a cirurgia pode ser realizada em qualquer região do corpo e ainda é indicada para tratamento da celulite. "O laser rompe as células de gordura, tornando a pele mais uniforme", aponta. Além disso, o método também estimula a produção de colágeno pela pele, deixando mais tonificada a superfície onde é aplicada.

4. Quem pode se submeter ao procedimento? 
"As restrições para quem quer se submeter à Lipo laser são as mesmas da lipoaspiração", afirma o cirurgião plástico Dênis Calazans, secretário geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. De forma geral, o indivíduo precisa estar com a saúde em dia e ter como objetivo eliminar a gordura localizada. Em outras palavras, esta não é uma cirurgia de emagrecimento.

5. Quanto tempo dura a cirurgia?
Segundo o cirurgião Davi, o tempo varia de especialista para especialista e depende da região em que a intervenção será feita. "Para eliminar a gordura popularmente chamada de papada, um profissional pode levar menos de uma hora", explica.

6. Como é o pós-operatório? 
O relato do pós-operatório de quem se submeteu à lipoaspiração nem sempre é encorajador. Hematomas, dor e inchaço acompanham o paciente por semanas. Com o uso do laser, entretanto, tais efeitos são minimizados. "Por não precisar da movimentação mecânica da cânula, a Lipo laser causa menos traumas, o que, consequentemente, agride menos o corpo e provoca menos dor na recuperação", explica o cirurgião Davi. Outra vantagem do laser é o fato de que ele favorece a coagulação. Assim, os vasos rompidos no procedimento sangram menos durante e após a cirurgia se comparado à lipoaspiração tradicional. A recuperação parcial acontece em torno de 15 dias, mas recomenda-se o uso da cinta de compressão por cerca de 1 mês.

7. A Lipo laser pode ser feita mais de uma vez?
A princípio, a cirurgia de Lipo laser é feita de uma só vez, mas o especialista pode preferir dividir a intervenção em etapas ou precisar realizar cirurgias complementares para melhorar ainda mais os resultados, afirma o cirurgião plástico Dênis. Problemas estéticos, como ondulações na pele, não são comuns, mas o sucesso também depende dos cuidados pós-operatórios, como o uso da cinta e a drenagem linfática. Vale ressaltar que a escolha do especialista também faz diferença na hora de colher os resultados e para garantir a segurança da cirurgia. Nunca deixe de verificar o CRM do médico e pedir referências sobre o especialista escolhido.

8. A gordura eliminada não volta mais?
"A gordura eliminada pode voltar, caso o paciente não invista em dieta e exercícios", alerta o cirurgião plástico Dênis. Por isso, não basta apenas realizar a cirurgia, é preciso aliar bons hábitos de vida para manter os resultados obtidos.

9. A Lipo laser é menos arriscada do que a lipoaspiração tradicional? 
O uso do laser, mesmo na lipoaspiração tradicional, já apresenta vantagens, uma vez que o aparelho reduz o sangramento e torna a recuperação do paciente mais rápida. No caso da Lipo laser feita com anestesia local, os riscos são certamente menores do que a lipoaspiração tradicional feita com anestesia geral. Vale lembrar, entretanto, que o risco de complicações aumenta conforme aumenta a área que o paciente deseja corrigir. Quem vai corrigir somente a papada, por exemplo, corre menos riscos do que uma pessoa que vai fazer a lipo laser na barriga, culotes e coxas.

Confira abaixo outros tratamentos que combatem a gordura localizada sem a necessidade de cirurgia.

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Redução de medida - foto: Getty Images

Criolipólise

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, essa técnica usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada. O aparelho é colocado na superfície da pele e a camada gordurosa é congelada até temperaturas negativas. Cláudio Mutti explica que, em contato com a baixa temperatura, as células de gordura - chamadas de adipócitos - se rompem totalmente. Em consequência, o corpo entende que elas não fazem mais parte do organismo e as expele naturalmente.

Em até três meses após a sessão, entre 20 e 25% da área submetida ao tratamento estético será eliminada. Esse tratamento está contraindicado a gestantes, a quem tem alergia ao frio, caso exista tumores no local em que será aplicada a técnica ou se se houver flacidez. 

Ultrassom - foto: Getty Images

Ultrassom

O ultrassom emite ondas sonoras que promovem vibrações mecânicas nos tecidos subcutâneos. "Essas vibrações aumentam a circulação local e alteram a permeabilidade da membrana das células de gordura, favorecendo o extravasamento do seu conteúdo que será reabsorvido e eliminado pelo organismo", explica a fisioterapeuta Renata Klein, do Centro de Bem-Estar Levitas, de São Paulo.

É um tratamento muito eficaz, que pode ser associado a outros tratamentos e até mesmo utilizado juntamente com medicamentos lipolíticos (que auxiliam na quebra de gordura). A técnica é contraindicada para gestantes e portadores de próteses metálicas, marca-passo, tecidos neoplásicos ou diabetes. 

Agulha da carboxiterapia - foto: Getty Images

Carboxiterapia

"Costumo classificar a carboxiterapia como um tratamento que é bom para várias alterações estéticas, mas não é ótimo para nenhuma", conta Cláudio Mutti. A técnica é feita através da aplicação de injeções de gás (CO2) na área a ser tratada. Haverá um aumento da circulação local para eliminar o gás. Com aumento de chegada de sangue, haverá mobilização de gordura da área tratada, além do aumento da produção de colágeno.

O especialista recomenda aos pacientes interessados neste tratamento que recorram a locais que tenham ótimas condições de higiene e pessoas gabaritadas para fazer o procedimento. "Como se tratam de técnica feita com agulhas, devem ser tomados todos os cuidados com contaminação", explica.  

Endermologia - foto: Getty Images

Endermologia

A endermologia faz uma espécie de sucção do tecido tratado, rompendo células de gordura ou provocando o seu remodelamento. Além disso, ela destrói as fibras endurecidas que caracterizam os nódulos de celulite em grau adiantado. Todo esse estímulo também melhora a drenagem de líquidos no corpo todo. "Os resultados são, quase sempre, muito bons", conta a fisioterapeuta Renata.

A técnica trabalha mais no remodelamento das células de gordura do que na sua destruição. Também é indicada para tratar celulite, gordura localizada, reafirmação cutânea, contornos da silhueta e intervenção pós-cirúrgica (amenizando fibroses decorrentes de lipoaspiração, por exemplo). É contraindicada para pessoas com varizes, pessoas com menos de 40 dias de pós-operatório e gestantes. Os resultados costumam ser observados após 10 sessões. 

Intradermoterapia - foto: Getty Images

Intradermoterapia

"A intradermoterapia pode ajudar no tratamento de gordura localizada, mas deve ser coadjuvante a outros tratamentos, já que seus efeitos são pobres", explica Cláudio Mutti. Ela é feita através de injeções com substâncias lipolíticas - que promovem a quebra da gordura - aplicadas com pequenas agulhas em múltiplos pontos na área de tratamento. Como contraindicações, temos: alergias aos medicamentos usados, tumores locais, lesões na pele, infecções locais e gestação. 

Lipocavitação - foto: Getty Images

Lipocavitação

A lipocavitação é um ultrassom que produz ondas de baixa frequência que, como diz o nome, provocam cavitações, ou seja, cavidades dentro das células de gordura. Isso provoca o rompimento das células de gordura, que são eliminadas pelo sistema linfático.

O tratamento é contraindicado para gestantes e em casos de diabetes, alterações nos rins ou fígados, doenças cardíacas, tromboses, alterações importantes de colesterol ou triglicérides, histórico de tromboembolismos, próteses metálicas, febre, dermatites, entre outros. A fisioterapeuta Renata também lembra que é necessária uma avaliação criteriosa antes do início do tratamento. 

Radiofrequência - foto: Getty Images

Radiofrequência

A radiofrequência é um tratamento indicado tanto para o rosto como para o corpo. Consiste no uso de um laser especial que eleva a temperatura da pele de 36 a 42º C, aproximadamente, atingindo as camadas de colágeno e fibras musculares. O resultado é uma pele mais saudável e vistosa, além da queima de gorduras localizadas que tanto incomodam.

"Aparelhos que trabalham com radiofrequência, que provoca uma compactação das células de gordura, ou seja, faz com que os adipócitos fiquem menores, diminuem os contornos corporais", explica Cláudio Mutti. Esse método é contraindicado para quem tem tumores locais, gestantes e quem usar próteses ou DIU de cobre. 

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