Óleo de prímula alivia TPM e é bom para a pele

Ele também pode controlar a hiperatividade infantil e a pressão arterial

Esclareça suas dúvidas sobre o óleo de prímula - Foto: Getty Images
Esclareça suas dúvidas sobre o óleo de prímula

O óleo de prímula é extraído das sementes da planta cujo nome cientifico é Oenothera biennis (Onagraceae), também conhecida como prímula ou prímula da tarde. A planta é originária da América do Norte e tem sido utilizada da medicina indígena para fins terapêuticos.

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Ele é rica em ácidos graxos poli-insaturados, gorduras boas, que podem proporcionar muitos benefícios a nossa saúde. Alguns dos pontos positivos do óleo de prímula são: controlar os níveis de colesterol, aliviar os sintomas da TPM e menopausa, hidratar a pele e reduzir a pressão arterial.

Nutrientes do óleo de prímula

O óleo de prímula apresenta uma grande quantidade de ácidos graxos essenciais, aqueles que o nosso corpo não consegue produzir, especialmente o ácido gama linolênico (GLA).


O GLA é um ácido graxo tri-insaturado da família ômega 6 que ajuda a diminuir a inflamação crônica, podendo ser um grande aliado no tratamento de doenças reumáticas. Este ácido graxo também favorece a saúde cardiovascular, auxilia na diminuição dos níveis de colesterol e no tratamento e prevenção do diabetes, eczema atópico, hipertensão, alcoolismo e síndrome pré-menstrual.

O óleo de prímula também conta com ácido linolênico, ácido esteárico, ácido palmítico e ácido oleico. Estes ácidos graxos insaturados possuem ação anti-inflamatória, ajudam a regular os níveis de colesterol no nosso sangue favorecendo a saúde cardiovascular, atuam no controle da pressão arterial, entre outros.

Benefícios em estudo do óleo de prímula

Alivia a TPM e a menopausa: O óleo de prímula está associado a diversos benefícios para nossa saúde, dentre eles, alívio dos sintomas da tensão pré-menstrual e menopausa. Há evidencias de que o consumo de óleo de prímula por mulheres na menopausa diminua a incidência dos fogachos noturnos. Além de aumentar a absorção de cálcio pelo intestino e reduzir sua excreção pela urina, aumentando assim, sua deposição nos ossos. Entretanto, há uma escassez de evidencias que comprovem seus efeitos no tratamento dos sintomas da TPM e menopausa. Portanto, mais estudos são necessários.

Bom para a pele: Um estudo demonstrou que a suplementação com óleo de prímula (1,2g), duas vezes ao dia, durante 12 semanas, totalizando 345mg de GLA/dia, contribui para melhorar a hidratação da pele, bem como a elasticidade, firmeza e resistência a rugosidade e fadiga. Isso acontece porque o GLA presente no óleo de prímula é um ácido graxo condicionalmente essencial para a nossa pele, melhorando sua função e sua estrutura.

Reduz sintomas da dermatite: Alguns estudos têm demonstrado que o óleo de prímula reduz os sintomas da dermatite. O primeiro estudo realizado com pacientes portadores de dermatite demonstrou que o consumo de 2 gramas de óleo de prímula/dia pode melhorar o quadro da doença.

Além disso, vários outros estudos têm relatado uma melhora do quadro geral de portadores de dermatite com o consumo de óleo de prímula, 2 a 6g/dia por 12 semanas, especialmente com relação ao prurido. Eles correlacionaram a melhora clínica com o aumento dos níveis plasmáticos de ácido aracdônico.

Controla a hiperatividade infantil: O óleo de prímula pode ajudar a controlar a hiperatividade infantil. Isso porque crianças com esta condição têm apresentado sintomas inespecíficos, típicos da deficiência de ácidos graxos essenciais. Sendo assim, como o óleo de prímula contém ácido linolênico, um tipo de ácido graxo essencial, ele pode ajudar a melhorar o comportamento de crianças hiperativas.

Reduz a pressão arterial: Alguns estudos têm demonstrado que o óleo de prímula parece ter uma atividade antiagreganteplaquetária, que impede a aglomeração de plaquetas no vaso sanguíneo, e anticoagulante. Além de melhorar o fluxo sanguíneo e diminuir a resposta de hormônios responsáveis pelo aumento da pressão arterial, renina e angiotensina.

Controla os níveis de colesterol: O óleo de prímula possui GLA, um ácido graxo essencial que ajuda a diminuir os níveis de colesterol no nosso sangue. Além disso, esse efeito tem sido demonstrado em diversos estudos.

O óleo de prímula alivia os sintomas da TPM - Foto: Getty Images
O óleo de prímula alivia os sintomas da TPM

Bom para quem tem câncer de mama: Tem-se demonstrado resultados positivos do consumo de óleo de prímula para pacientes com câncer de mama ajudando a amenizar distúrbios hormonais e dores nos seios.

Aliado dos ossos: Alguns estudos apontam que o óleo de prímula pode ser bom para os ossos. Ele teria efeito benéfico nas desordens ósseas, uma vez que a suplementação, por 16 semanas, com óleo de peixe e óleo de prímula, ambos ricos em ácidos graxos essenciais, na proporção 10:1, aumentou o pro-colágeno e osteocalcina (proteína encontrada nos ossos e dentes) e estimulou a atividade dos osteoblastos (células envolvidas com a formação do tecido ósseo) em mulheres com osteoporose.

Quantidade recomendada

Não existe uma recomendação diária estabelecida para o consumo de óleo de prímula. Por isso, o ideal é seguir a orientação do médico ou nutricionista.

Como consumir

As cápsulas de óleo de prímula devem ser ingeridas com água ou suco, preferencialmente, após as refeições principais como almoço e jantar. Isto porque elas precisam de alguma fonte de gordura para serem melhor absorvidas e utilizadas pelo nosso organismo.

Cuidados ao consumir

O óleo de prímula pode ser utilizado em casos de: paradermatite, psoríase, neuropatias diabéticas, hiperglicemia, esclerose múltipla, eczema, artrite reumatoide, tensão pré-menstrual e menopausa, como suplementação de ácido ômega 6 (GLA) e endometriose.

O consumo de óleo de prímula não é indicado para pacientes epilépticos tratados com fenotiazínicos, já que pode causar um quadro de epilepsia do lóbulo temporal.

Efeitos colaterais do óleo de prímula

Normalmente, o consumo de óleo de prímula não causa nenhum efeito colateral. Porém, em alguns casos pode provocar sintomas como dor de cabeça, náuseas e indigestão.

Riscos ao ingerir em excesso

O óleo de prímula ingerido em grandes quantidades a longo prazo pode estar associado ao maior risco de trombose, inflamação e imunossupressão, porque o GLA pode ser convertido em ácido araquidônico.

Como combinar o óleo de prímula

O ideal é aliar o óleo de prímula a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis! Além disso, a associação do óleo de prímula (GLA) com o óleo de peixe (EPA e DHA) tem sido benéfica tanto para pressão arterial como para a função renal.

Interações

Possivelmente, o óleo de prímula pode interagir com drogas fenotiazínicas, tais como os antiepiléticos, ácido acetilsalicílico, ticlopidina, dipiridamol e AINES. Além disso, tem sido observado uma interação do óleo de prímula com a anestesia durante procedimentos cirúrgicos.

Fonte consultada:

Nutricionista Laís Coelho da Natue.