Erva doce diminui problemas estomacais e gases

Ela também ajuda a reduzir as cólicas e tem ação diurética

REVISADO POR
ADRIANA LÚCIA VAN ERVEN AVILA
Nutrição - CRN 2816/SP
especialista minha vida
A erva doce diminui problemas estomacais  - Foto: Getty Images
A erva doce diminui problemas estomacais

A erva doce, também conhecida funcho e finocchio, é uma espécie de herbácea aromática comestível utilizada na culinária, em perfumaria e como aromatizante de bebidas. A erva doce ajuda a reduzir os gases, o inchaço e melhora a digestão.

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Principais nutrientes da erva doce

A erva doce conta com boas quantidades de potássio um eletrólito importante que se concentra no interior da célula. O potássio conta com propriedades vasoprotetoras, que ajudam a controlar a pressão arterial e a equilibrar o ritmo de batimentos cardíacos.

Além disso, ela contém vitamina C que ajuda o organismo a desenvolver resistência contra agentes infecciosos e prejudiciais e a combater os radicais livres pró-inflamatórios. A erva doce também apresenta pequenas quantidades de vitamina A, vitamina B6, ácido fólico, niacina, riboflavina, tiamina, cobre, ferro, cálcio, magnésio, manganês e zinco.


A erva doce conta com o ácido málico. Esta substância é um ácido derivado de alimentos de origem vegetal e as formas de sais de ácido málico, conhecidos como malatos, são intermediários do ciclo de Krebs, e assim ajudam no processo de produção de energia intracelular.

O ácido málico pode ser usado para melhorar as funções digestivas do estômago através do fornecimento de hidrogênio suficiente para a acidificação do estômago. Uma baixa produção de ácido clorídrico (ácido gástrico) é uma condição muito comum e potencialmente grave, chamada hipocloridria, que pode resultar em inúmeras condições de saúde e deficiências de nutrientes. Vários nutrientes minerais são dependentes de quantidades adequadas de ácido clorídrico, incluindo o cálcio, magnésio, zinco, sódio, cromo, cobre, manganês e selênio.

Em adição a estes benefícios, o ácido málico pode também ajudar a desintoxicação celular de metais tóxicos, em especial de alumínio e estrôncio.

O ácido cafeico, substância antioxidante, está presente na erva doce. Os flavonoides também estão nesta erva e são importantes porque aumentam o nível de glutationa, nossa principal defesa antioxidante, sendo também um supressor eficaz da inflamação crônica. A erva doce ainda conta com fibras que retardam o esvaziamento gástrico, evitando picos glicêmicos e contribuindo para o melhor funcionamento do intestino.

A erva doce ainda possui anetol, que estimula as glândulas e a musculatura do tubo digestivo, aumentando a salivação, secreções pancreáticas e biliares e aumentando a competência digestória, diminuindo gases e cólicas.

Benefícios comprovados da erva doce

Reduz os gases: A infusão da folha ou semente é usada para indigestão e flatulência. Isto porque o anetol presente na erva doce aumenta a competência digestória, diminuindo assim os gases.

A erva doce reduz os gases - Foto: Getty Images
A erva doce reduz os gases

Diminui problemas estomacais: A erva doce conta com o ácido málico, que melhora as funções digestivas do estômago através do fornecimento de hidrogênio suficiente para a acidificação do estômago. Uma baixa produção de ácido clorídrico (ácido gástrico) é uma condição muito comum e potencialmente grave, chamada hipocloridria, que pode resultar em inúmeras condições de saúde e deficiências de nutrientes. Vários nutrientes minerais são dependentes de quantidades adequadas de ácido do estômago, incluindo o cálcio, magnésio, zinco, sódio, cromo, cobre e manganês.

Diminui cólicas: Por apresentar um efeito calmante, a erva doce ajuda a reduzir as cólicas intestinais.

Reduz o inchaço: A erva doce conta com um efeito diurético e por isso ajuda a diminuir o inchaço.

Além disso, a erva doce também apresenta propriedades antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, antibacteriana e antifúngica.

Benefícios em estudo de erva doce

Boa em casos de gripes: A erva doce pode ser utilizada como um gargarejo para dor de garganta, ou como um antisséptico bucal. Também ajuda na parte respiratória por reduzir a quantidade de muco.

Boa para pacientes em tratamento de câncer: As sementes de erva doce apresentam um efeito calmante sobre o corpo. Os pacientes com câncer que passaram por quimioterapia e outros tipos de radiação para parar o crescimento das células cancerosas são recomendados a consumir sementes de erva-doce para obterem este efeito calmante.

Como consumir a erva doce

É possível consumir o caule, as folhas e as sementes da erva doce. Ela pode ser consumida em saladas, sucos, sopas, molhos e chás.

Chá de erva doce com sementes: para preparar este chá, coloque um litro de água filtrada para aquecer, mas não deixe ferver, depois acrescente três colheres de sopa de sementes de erva doce seca. Desligue o fogo e deixe a mistura descansar por cinco minutos. Por fim, coe e consuma.

Chá de erva doce com folhas: para elaborar este chá, coloque um litro de água filtrada para aquecer, mas ferver não, depois, acrescente 8 colheres de sopa de folhas de erva doce e deixe cerca de 30 segundos fervendo em recipiente tampado. Só então apague o fogo. Deixe a mistura descansar por 5 minutos para que a substância ativa se solte na água.

Riscos do consumo excessivo

A erva doce reduz o inchaço - Foto: Getty Images
A erva doce reduz o inchaço

Caso os óleos essenciais retirados da erva doce sejam consumidos em excesso há o risco de hipersensibilidade cutânea, respiratória e gastrointestinal. Também há o risco de paralisias musculares, congestão cerebral e outros distúrbios. O consumo do óleo não devem ultrapassar cinco gotas de óleo essencial a cada dose e as doses diárias não podem ser mais que três.

Interações

Evite consumir a erva doce associada com anti-inflamatórios não esteroidais e corticoides. Não é indicado associar a erva a finasterida, sinvastatina, verapamil e ciprofloxacina.

Contraindicações

A erva doce não é orientada para gestantes, especialmente na versão de chá, nem por pacientes epiléticos, bebês e crianças muito pequenas.

Fontes consultadas:

Nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição.
Nutricionista Rute Mercurio, da Clínica Aspin.